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A maratona da Vida

Herbert Park – Dublin

Oscar Wilde ceta vez disse que “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. De fato, a vida é uma grande maratona cuja maioria dos participantes correm apenas em direção da faixa de chegada. São raríssimos os que observam o percurso. Mas a vida, se comparada a uma maratona, não terá sentido cruzar a faixa que indica chegada, pois será essa o fim da vida. Esse é o destino que todos percorrem loucamente. Deixem-me retardatário nesta maratona; deixem-me observar o caminho, sentir a dificuldade da subida; regozijar-me com a leveza das descidas, suar com o calor do sol e refrescar-me com o vento fresco em minha pele. Não quero tão cedo cruzar a linha de chegada – o fim da vida – pois quero estar nesta maratona como participante, e cruzar minha linha de chegada, como maratonista da vida.

Um pouco sobre mim

Sou o que se pode dizer de uma brisa matutina. Surge às primeiras horas o dia, toca e sensibiliza a quem estiver desperto e logo se retira, deixando apenas a sensação e lembrança de algo que aconteceu pela manhã.

É assim que tento me definir. Eu me construo e reconstruo a cada manhã, e assim tento deixar minha impressão naqueles que cruzam em meu caminho. Solitário? Efêmero? Não diria dessa forma, pois comigo há sempre uma companhia, mas também deixo muito para trás. Não há como levar tudo e todos comigo; apenas aqueles que desejarem embarcar nas viagens de todas as auroras a que me proponho.

Sou formado em psicologia e terrivelmente apaixonado pelas naturezas.

Busco encontrar-me na natureza interior, no mistério que cada indivíduo encerra. Nos complexos e nas simplicidades; no canto e no sorriso e em cada lágrima, aqui estou. No olhar do viandante eu me vejo a navegar e a cada encontro com um semelhante, tenho a certeza de estar no caminho certo, pois a incerteza que trago em mim, sobre mim, revejo nos outros… e sigo meu caminho desbravando essa minha natureza interior.

Busco guarida na natureza que me envolve. Tenho as árvores como pontos, o céu como bússola, as flores como referência e os animais como guias. Tudo como livro aberto a me ensinar algo de novo nesta minha jornada. Não me sinto diferente, sinto-me inserido. E assim sigo andando meu destino.

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